Menu fechado

EFEITOS COLATERAIS DO ABUSO DE TESTOSTERONA

homem-de-vista-lateral-com-problemas-de-pele.jpg

A reposicão de testosterona hoje está amplamente difundida e é segura quando realizada por profissionais habilitados, com poucos efeitos colaterais que podem ser contornados com estratégias corretas, no entanto é no abuso de testosterona, normalmente para fins de performance, bem como outros esteróides anabolizantes (EAA) que esses efeitos são mais evidentes.

Entre as complicações mais comuns no curto e médio prazo estão a pele oleosa, a acne de grau variados, queda de cabelo e ginecomastia ( crescimento da mama), efeitos esses decorrentes em geral do excesso de DHT, um metabólito ativo da testosterona que tem efeito androgênico pronunciado na pele e anexos.

Outro efeito comum do uso de testosterona é o aumento da viscosidade sanguínea, que é avaliada através da medida do hematócrito e que pode levar a potenciais efeitos trombóticos, sobretudo em pacientes mais susceptíveis ou com patologias prévias. Algumas vezes pode se fazer necessário sangrias para diminuir o volume sanguíneo produzido em excesso.

Por vezes o PSA, que é uma proteína produzida pela próstata, muito utilizada para diagnóstico de câncer de próstata, pode se elevar de maneira contínua e ascendente e requer atenção para avaliar possíveis problemas relacionados a glândula. Pacientes que possuem hiperplasia prostática acentuada sem tratamento adequado podem experimentar piora dos sintomas quando o uso de testosterona é prolongado e abusivo.

É preciso destacar que a fertilidade dos pacientes usuários de testosterona e EAA fica seriamente comprometida com diminuição da qualidade do sêmen, podendo evoluir até a azoospermia (zerar o número de espermatozóides) muito por conta da inibição do eixo hormonal com diminuição importante da produção endógena de testosterona, que é vital para espermatogênese.

Um dos efeitos mais danosos decorrentes do abuso crônico são as alterações cardiovasculares, sobretudo a hipertrofia concêntrica das câmaras cardíacas que pode levar o paciente a insuficiência cardíaca (em casos mais avançados ocorre fibrose decorrente de deposição de colágeno, diminuindo muito a fração de ejeção ventricular), além de hipertensão arterial, enrijecimento das artérias ( aterosclerose), risco maior de infarto e outros eventos cardiovasculares, que associado a retenção hídrica e aumento da viscosidade sanguínea que ocorre nesses casos, pode agravar esses problemas.

Dito isso, é preciso realmente que as pessoas que venham a fazer uso dessas substâncias, saibam exatamente os riscos que estão correndo para poderem tomar uma melhor decisão.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *