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Uma dúvida comum entre homens, sobretudo os adolescentes e jovens: faz mal ou não?.

O objetivo aqui não é dar opinião que envolva outros fatores como religião e crenças pessoais acerca do tema e sim uma visão técnica do assunto.

Desse ponto de vista médico, a masturbação na sua essência não traz prejuízos físicos como muitos pensam e como as lendas populares alardeiam: causa fraqueza, deixa a mão amarela, perde a memória, etc. É um processo de autoconhecimento e descoberta de uma região do corpo que fica adormecida por um longo período, desde o nascimento até a puberdade, quando nessa fase por conta da maturação do eixo hormonal começa haver um despertamento para o desejo sexual, algo que é normal e esperado que aconteça.

Dessa forma, a masturbação passa a ser uma mecanismo não só de conhecimento do corpo mas extravasamento do desejo que acaba por acometer os adolescentes e jovens, servindo inclusive como uma válvula de escape desse forte sentimento. A pessoa que por convicções próprias não pratica esse ato acaba por se surpreender com a ejaculação noturna espontânea, aquele que ocorre durante o sono, de maneira involuntária, também chama de polução noturna, que é um fenômeno fisiológico que ocorre nessa fase da vida ou em casos de pessoas adultas que estão em abstinência sexual de longa data.

A masturbação pode ser prejudicial se praticada em excesso, limitando muitas vezes as atividade diárias e sociais do jovem ou em casais que acabam encontrando nesse ato uma substituição a relação sexual, muitas vezes preferindo o mesmo do que o ato sexual com a parceira, o que obviamente acaba sendo danoso a essa relação.

Então o que se pode depreender é que a masturbação pode ter uma repercussão danosa muito mais psicológica e social do que orgânica propriamente dito. Ademais, existe uma série de tabus e crenças pessoais que passam pela questão religiosa e tipo de educação parental, que pode transformar esse ato em um processo de grande culpa para o indivíduo, fato esse que foge ao escopo da discussão do nosso tema.